segunda-feira, 17 de novembro de 2014



GARANTIA DO DIREITO DE APRENDER
(Sugestão de temática para Semana Pedagógica)


AVALIAR, PLANEJAR, MELHORAR

Os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2014 devem ser apontados como o grande fator impulsionador da caminhada dos municípios em direção à garantia do direito de aprender. O reconhecimento da importância do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) tanto para o diagnóstico da educação do nosso municípios quanto para o planejamento das ações necessárias a seu aprimoramento é o primeiro passo para melhorar, ainda mais a qualidade de aula dos nossos alunos.

MOBILIZAÇÃO E INTEGRAÇÃO

O compromisso com a educação tanto nas políticas públicas colocadas em prática pelo gestor quanto na sua capacidade de identificar as necessidades e desencadear ações concretas. Uma gestão eficaz, que atue como catalisador dos avanços das escolas tem estreita relação com a elaboração e constante revisão de documentos norteadores. Esses documentos servem de mapas indicativos das rotas a percorrer para que se atinjam os objetivos estabelecidos. Os resultados positivos no desempenho dos alunos e das escolas estão ainda diretamente relacionados à boa articulação entre os dirigentes municipais e os demais atores envolvidos no processo de aprendizagem. Juntos, eles planejam e acompanham as diversas ações.

ROTAS DO SUCESSO

I. Formação dos professores

O professor tem papel central no desafio de garantir o direito de aprender de cada criança e adolescente. Nosso município foi pioneiro em “O que se fazer para estimular a formação superior dos professores” INCENTIVO FINANCEIRO, durante e após o curso (Plano de Carreira do Magistério). Cabe, agora, aos professores, intensificar os esforços para resultados significativos. O professor tem papel central no desafio de garantir o direito de aprender de cada criança e adolescente.

II. Práticas pedagógicas

As estratégias:

Atendimento às necessidades específicas dos alunos, com atividades de reforço ou complementares ao turno regular. Para avançar é necessário apoiar todo e cada aluno em seu percurso de aprendizagem. Temos em nosso município um forte aliado para essa atenção (os Programas Mais Educação e Serviço de Convivência e Vínculos), é preciso ampliar o tempo de aprendizagem dos estudantes. Como a escola de tempo integral é uma realidade. Precisa-se desenvolver ainda mais esses Programas para apoiar os alunos que apresentam dificuldades específicas ou que estão distanciados do grupo, a principal estratégia encontrada é o REFORÇO ESCOLAR. Além dos trabalhos desenvolvidos por equipes multidisciplinares, compostas de fonoaudiólogos, assistentes sociais, psicólogos e psicopedagogos.

Priorização de atividades relacionadas à leitura e à escrita. O foco na leitura e na escrita – fator fundamental para a garantia da aprendizagem dos estudantes. A Prova Brasil contribuiu significativamente para que as escolas dessem especial atenção a este aspecto, em razão de sua ênfase na avaliação das competências de leitura e escrita dos alunos. A contextualização dos conteúdos é outro referencial importante como fator de avanço. As escolas devem cada vez mais adequá-la à vida, à vivência e ao cotidiano dos alunos, com destaque para a cultura local e o território no qual estão inseridos, mas sem perder de vista o todo, o mundo, o global. Para os alunos, vivenciar o que está sendo ensinado torna as aulas mais interessantes e produtivas – APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA. Em relação às ações pedagógicas e seus resultados, três fatores se destacaram, de acordo com a pesquisa: a implantação de sistemas de avaliação e monitoramento, a presença de coordenadores nas escolas e a utilização das matrizes da Prova Brasil como diagnóstico para o planejamento dos conteúdos e das atividades e o seu acompanhamento.

III. Ambiente de aprendizagem

No que diz respeito ao ambiente de aprendizagem, dos fatores identificados como mais representativos pela pesquisa, dois estão relacionados diretamente aos professores. São eles:

Perfil dos profissionais: sua motivação, seu compromisso e sua responsabilidade. Em pesquisa realizada o perfil dos profissionais foi apontado como fator de avanço em dez municípios; em outros 12, como condição favorável à melhoria do Ideb. Isso significa que em 80% da amostra apareceu no conjunto de elementos que promoveram a qualidade da educação. Motivação, compromisso e responsabilidade dos professores no exercício de sua função foram palavras recorrentes nas entrevistas, inclusive entre pais e alunos.

Ambiente colaborativo: a existência de troca e apoio mútuo. No livro A Escola como Organização Aprendente[1], os educadores Michael Fullan e Andy  Hargreaves tratam das culturas escolares e de  seus impactos na qualidade da educação oferecida. Os autores defendem que o ambiente de trabalho dos professores é um elemento central para avanços. A família e a escola também são parceiros fundamentais para o desenvolvimento de ações que favoreçam o sucesso escolar e social das crianças.

METODOLOGIAS

Reuniões e campanhas de informação para os profissionais da educação;

Apoio ao professor por parte da coordenação pedagógica;

Mudanças na forma de ensinar e avaliar;

Melhor controle da frequência escolar (se o aluno perde aula, disponibilizar uma equipe de profissionais para saber os motivos das faltas);

Estreitamento do contato com as famílias no acompanhamento da vida escolar dos alunos. 

Avaliação ― Formação dos professores e equipe gestora (direção, coordenação pedagógica) para melhoria das avaliações internas. Uma avaliação externa implantada pela secretaria municipal de educação baliza todas as ações das escolas. Provas de português e matemática formuladas por professores selecionados por um comitê de avaliação, e os resultados servem de base para as escolas planejarem o ano ou solicitarem apoio da secretaria. A secretaria, por sua vez, utiliza os dados para planejar a formação dos professores. As provas são aplicadas no mês de outubro aos alunos de 1º ao 9º anos do ensino fundamental e permitem às escolas saber o resultado de cada um em comparação aos outros estabelecimentos de ensino. Com isso, os educadores se preocupam em fortalecer a importância das avaliações para os alunos. Geralmente, o estudante precisa de um empurrão para levar mais a sério as avaliações que consideram ser “provas que não valem nota”.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFÍCAS

UNICEF, Fundo Das Nações Unidas para a Infância. Caminhos do Direito de Aprender. Acesso em http://www.unicef.org/brazil/pt/br_caminhos_resumo.pdf.
Assessoria de Comunicação Social. Em Minas, direito de aprender é uma garantia. Acesso em http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&id=10137.



[1] FULLAN, M. & HARGREAVES, A. A Escola como Organização Aprendente. 2a ed. Porto Alegre, Artmed, 2000.

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