GARANTIA DO DIREITO DE APRENDER
(Sugestão de temática para Semana Pedagógica)
(Sugestão de temática para Semana Pedagógica)
AVALIAR, PLANEJAR, MELHORAR
Os resultados do Índice de
Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2014 devem ser apontados como o
grande fator impulsionador da caminhada dos municípios em direção à garantia do
direito de aprender. O reconhecimento da importância do Índice de
Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) tanto para o diagnóstico da educação
do nosso municípios quanto para o planejamento das ações necessárias a seu
aprimoramento é o primeiro passo para melhorar, ainda mais a qualidade de aula
dos nossos alunos.
MOBILIZAÇÃO E INTEGRAÇÃO
O compromisso com a educação
tanto nas políticas públicas colocadas em prática pelo gestor quanto na sua
capacidade de identificar as necessidades e desencadear ações concretas. Uma
gestão eficaz, que atue como catalisador dos avanços das escolas tem estreita
relação com a elaboração e constante revisão de documentos norteadores. Esses
documentos servem de mapas indicativos das rotas a percorrer para que se
atinjam os objetivos estabelecidos. Os resultados positivos no desempenho dos
alunos e das escolas estão ainda diretamente relacionados à boa articulação
entre os dirigentes municipais e os demais atores envolvidos no processo de
aprendizagem. Juntos, eles planejam e acompanham as diversas ações.
ROTAS DO SUCESSO
I. Formação dos professores
O professor tem papel central no
desafio de garantir o direito de aprender de cada criança e adolescente. Nosso
município foi pioneiro em “O que se fazer para estimular a formação superior
dos professores” INCENTIVO FINANCEIRO, durante e após o curso (Plano de Carreira do Magistério). Cabe, agora, aos professores, intensificar os esforços para resultados significativos. O
professor tem papel central no desafio de garantir o direito de aprender de
cada criança e adolescente.
II. Práticas pedagógicas
As estratégias:
Atendimento às necessidades específicas dos alunos, com atividades de
reforço ou complementares ao turno regular. Para avançar é necessário apoiar
todo e cada aluno em seu percurso de aprendizagem. Temos em nosso município um
forte aliado para essa atenção (os Programas Mais Educação e Serviço de
Convivência e Vínculos), é preciso ampliar o tempo de aprendizagem dos
estudantes. Como a escola de tempo integral é uma realidade. Precisa-se
desenvolver ainda mais esses Programas para apoiar os alunos que apresentam
dificuldades específicas ou que estão distanciados do grupo, a principal
estratégia encontrada é o REFORÇO ESCOLAR. Além dos trabalhos desenvolvidos por
equipes multidisciplinares, compostas de fonoaudiólogos, assistentes sociais,
psicólogos e psicopedagogos.
Priorização de atividades relacionadas à leitura e à escrita. O foco na
leitura e na escrita – fator fundamental para a garantia da aprendizagem dos
estudantes. A Prova Brasil contribuiu significativamente para que as escolas
dessem especial atenção a este aspecto, em razão de sua ênfase na avaliação das
competências de leitura e escrita dos alunos. A contextualização dos conteúdos
é outro referencial importante como fator de avanço. As escolas devem cada vez
mais adequá-la à vida, à vivência e ao cotidiano dos alunos, com destaque para
a cultura local e o território no qual estão inseridos, mas sem perder de vista
o todo, o mundo, o global. Para os alunos, vivenciar o que está sendo ensinado
torna as aulas mais interessantes e produtivas – APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA. Em
relação às ações pedagógicas e seus resultados, três fatores se destacaram, de
acordo com a pesquisa: a implantação de sistemas de avaliação e monitoramento,
a presença de coordenadores nas escolas e a utilização das matrizes da Prova
Brasil como diagnóstico para o planejamento dos conteúdos e das atividades e o
seu acompanhamento.
III. Ambiente de aprendizagem
No que diz respeito ao ambiente
de aprendizagem, dos fatores identificados como mais representativos pela
pesquisa, dois estão relacionados diretamente aos professores. São eles:
Perfil dos profissionais: sua motivação, seu compromisso e sua
responsabilidade. Em pesquisa realizada o perfil dos profissionais foi apontado
como fator de avanço em dez municípios; em outros 12, como condição favorável à
melhoria do Ideb. Isso significa que em 80% da amostra apareceu no conjunto de
elementos que promoveram a qualidade da educação. Motivação, compromisso e
responsabilidade dos professores no exercício de sua função foram palavras
recorrentes nas entrevistas, inclusive entre pais e alunos.
Ambiente colaborativo: a existência de troca e apoio mútuo. No livro A
Escola como Organização Aprendente[1],
os educadores Michael Fullan e Andy
Hargreaves tratam das culturas escolares e de seus impactos na qualidade da educação
oferecida. Os autores defendem que o ambiente de trabalho dos professores é um
elemento central para avanços. A família e a escola também são parceiros
fundamentais para o desenvolvimento de ações que favoreçam o sucesso escolar e
social das crianças.
METODOLOGIAS
Reuniões e campanhas de
informação para os profissionais da educação;
Apoio ao professor por parte da
coordenação pedagógica;
Mudanças na forma de ensinar e
avaliar;
Melhor controle da frequência
escolar (se o aluno perde aula, disponibilizar uma equipe de profissionais para
saber os motivos das faltas);
Estreitamento do contato com as famílias
no acompanhamento da vida escolar dos alunos.
Avaliação ― Formação dos
professores e equipe gestora (direção, coordenação pedagógica) para melhoria das
avaliações internas. Uma avaliação externa implantada pela secretaria municipal
de educação baliza todas as ações das escolas. Provas de português e matemática
formuladas por professores selecionados por um comitê de avaliação, e os
resultados servem de base para as escolas planejarem o ano ou solicitarem apoio
da secretaria. A secretaria, por sua vez, utiliza os dados para planejar a
formação dos professores. As provas são aplicadas no mês de outubro aos alunos
de 1º ao 9º anos do ensino fundamental e permitem às escolas saber o resultado
de cada um em comparação aos outros estabelecimentos de ensino. Com isso, os
educadores se preocupam em fortalecer a importância das avaliações para os
alunos. Geralmente, o estudante precisa de um empurrão para levar mais a sério
as avaliações que consideram ser “provas que não valem nota”.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFÍCAS
UNICEF, Fundo Das Nações Unidas para
a Infância. Caminhos do Direito de Aprender.
Acesso em http://www.unicef.org/brazil/pt/br_caminhos_resumo.pdf.
Assessoria de Comunicação Social. Em Minas, direito de aprender é uma
garantia. Acesso em
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&id=10137.
[1]
FULLAN, M. & HARGREAVES, A. A Escola como Organização Aprendente. 2a ed.
Porto Alegre, Artmed, 2000.
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